Análise do Discurso e as eleições de 2008

From Jornalismo e Linguagem

Tabela de conteúdo

Barack Hussein Obama

A jornada do herói

 
A biografia divulgada de um candidato à presidência de um país em busca de heróis pode ser analisada seguindo o esquema criado por V. Propp para se identificar os elementos narrativos básicos de uma história.

Barack Obama nasceu no Havaí em 1961. Sua mãe, Ann Dunham, norte-americana e branca, casou-se com o estudante estrangeiro Barack Obama Sr., negro nascido no Quênia. Seus pais se casaram quando o casamento inter-racial ainda era proibido em alguns estados norte-americanos.

O casal se divorciou quando Obama tinha dois anos de idade e seu pai retornou ao Quênia. Mais tarde, Ann casa-se com o indonésio Lolo Stoetoro e a família se muda para a Indonésia, onde Obama permanece até completar dez anos e voltar para viver com os avós maternos no Havaí.

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Barack Obama

Após concluir o ensino secundário, Obama consegue a graduação em ciência política com especialização em relações internacionais na Universidade de Columbia, Nova Iorque. Barack Obama também se forma em Direito pela Universidade de Harvard, onde tornou-se o primeiro negro presidente do periódico Harvard Law Review.

A partir de então, Obama passa a trabalhar com uma série de associações comunitárias religiosas e escritórios de direitos humanos, além de lecionar direito constitucional na Universidade de Chicago.

Em 1992, ele e Michelle Obama,proeminente advogada também formada em Harvard, se casam. Com a publicidade que recebeu em 1990 como presidente do Harvard Law Review, Obama tem a oportunidade de escrever um livro sobre a questão racial. A obra se extende e, em 1995, é publicado o livro de memórias Dreams from my father.

Em 1997, Obama foi eleito senador no estado de Illinois, reeleito em 1998 e novamente em 2002. Em 2004, Barack Obama se candidata ao Senado dos Estados Unidos e, em 2005, se torna o terceiro senador afro-americano eleito por voto popular. Durante seu mandato, Obama se manteve fiel às propostas e à ideologia de seu partido democrata, sendo considerado um senador bastante liberal. Ele participou ativamente dos comitês de Relações Internacionais, Meio Ambiente e Política Pública e Veteranos de Guerra.

Obama lança sua pré-candidatura para presidência dos EUA em 2008, concorrendo com Hillary Clinton dentro do partido democrata. O senador vence as primárias e apresenta oficialmente sua candidatura, enfrentando o também senador John McCain. A campanha de Barack Obama alcançou recordes de financiamento, principalmente com grandes quantidades de pequenas doações. Sua campanha presidencial angariou, também, largo apoio da mídia local, de atores e atrizes norte-americanos e de cidadãos de outros países - muito disso devido ao extenso uso da Internet.

No dia 4 de novembro de 2008, Barack Obama venceu John McCain e se tornou o primeiro presidente negro dos Estados Unidos. No seu discurso de vitória, Obama afirmou para seus eleitores e partidários aquilo que vinha prometendo ao longo da campanha: "Change has come to America[1]".




[1] trad. livre:"A mudança veio para a América."

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Gobama

A favor do Obama



imagem eleitoral

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Obama no discurso em Illinois
Pioneiro em diversas áreas, Barack Obama também foi o primeiro negro a se tornar candidato à presidência dos EUA por um grande partido, o partido democrata. Desde o início querendo entrar para a história mundial, Obama anuncia a sua candidatura em frente ao Old State Capitol, em Illinois. A escolha não poderia ter sido outra, já que foi lá onde Abraham Lincoln deu seu famoso discurso "A casa dividida" (1858), no qual falava sobre a divisão do país por causa da escravidão.

De acordo com o cientista político Carlos Augusto Manhanelli, no início de uma campanha eleitoral, "as primeiras ações a serem efetuadas devem ser no sentido de consolidar o segmento que apóia o candidato" [1]. Para Obama, esse segmento era composto principalmente de negros e jovens. Assim, o discurso existente na etapa inicial da campanha do atual presidente é trabalhado para esse público -sem, entretanto, excluir os próximos segmentos a serem conquistados. Desse modo, pode-se perceber a fala do candidato como informal, facilmente compreensível e reproduzível. O conteúdo do seu discurso também se volta para o ouvinte excluído socialmente e o ouvinte que tem todo o futuro pela frente: fala de esperança. Mais que isso, Barack Obama fala sobre mudança. E, considerando-se a situação crítica dos Estados Unidos (crise financeira, crise em sua credibilidade internacional, crise militar etc.), a palavra change tornou-se o slogan da campanha.

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Jovens protestam contra Obama
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A questão racial gerou polêmica nessa campanha e a acessoria de Obama buscou ao máximo evitar que fosse espalhada a idéia de a eleição ser uma "disputa entre negros e brancos". Afinal, o candidato ainda teria muitos votos (de brancos) que precisaria conquistar. Por isso, Obama evita falar que é negro, agir como um líder negro, em vez disso faz afirmações estratégicas como "eles vão tentar dizer que eu não pareço com os presidentes que estão nas notas de dólar."; tampouco usa gírias e expressões que possam ser vistas como "típicas" desse grupo. Esse comportamento gerou alguns conflitos com grupos mais extremistas, e Obama foi até mesmo criticado por alguns negros. Entretanto, o fato de ele não associar sua imagem diretamente a de um "representante dos afro-americanos" possibilitou que sua base eleitoral crescesse. Ele passou de um possível líder negro para a esperança das minorias e, por fim, para o líder pretendido pela maioria.

Com seu discurso otimista, "change. we can." [2], e suas propostas realmente diferentes das do passado republicano (retirada das tropas no Iraque, política internacional menos unilateral, corte nos impostos para pequenas empresas e famílias de baixa renda, promoção do sistema de saúde pública etc.) Barack Obama conseguiu conquistar mais eleitorado e, não só o voto, mas também a grande simpatia de seus apoiadores.

imagem dos eleitores

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Imagem em busca por 'Obama' na Internet

Os eleitores de Obama, apesar de, em pesquisas realizadas nos Estados Unidos, afirmarem que a cor dos candidatos não influenciou no voto, manifestam seu orgulho em votar (e terem elegido) um presidente afro-americano. Barack Obama, para o povo norte-americano, representou a mudança em mais de um aspecto. Ele é o presidente negro, o presidente democrata após oito anos de governo republicano, o presidente nascido fora do continente, o presidente com o pai africano e, também muito importante, o presidente cujo sobrenome, Hussein Obama, é igual ao de um ditador iraquiano e semelhante ao do terrorista mais procurado do mundo, responsável pelo 11/9.

Eleger esse homem se tornou uma meta para muitos norte-americanos, cansados da política-doutrina-bush e, também, cansados da visão que o mundo adquiriu nos últimos anos, bastante negativa, do povo dos EUA. Lá, surgiu a chamada "Obamania". O candidato à presidente tornou-se celebridade, adorado em muitas partes. Essa imagem de "salvador da pátria", messias, foi explorada tanto pelos eleitores, que disseminaram mensagens e figuras na Internet, quanto pelos próprios responsáveis pela campanha, que divulgam fotografias de Obama olhando altivo para o céu, algumas vezes até com uma luz branca ao seu redor.




[1] MANHANELLI, Carlos Augusto.Estratégias eleitorais.São Paulo: Summus, 1988.

[2] trad. livre: "mudança. nós podemos."

Nobama

Contra Obama


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Campanha de McCain: celebridade
vídeo: clique para abrir

imagem eleitoral

A propaganda contra Barack Obama feita pela campanha de John McCain foi bastante intensa. Enquanto Obama tentava passar a imagem de jovem e inovador, McCain, que não era jovem e tampouco possuía propostas inovadoras, tentou inverter essa construção. As palavras "jovem" e "inovador" são exploradas pelas propagandas no seu possível sentido negativo. "Jovem e inovador", na campanha de McCain, vira "inexperiente e imaturo".

Fotos de Barack Obama com as palavras "not ready" [1] foram largamente disseminadas. As propagandas de McCain também se usaram bastante do cômico, sendo sarcásticas com as imagens construídas de Obama. Em uma, ele critica o status de celebridade, questionando se, apesar de toda essa paixão, o candidato estaria "ready to lead" [2]. Em outra, McCain vai mais longe ao ironizar a imagem de messias do adversário, e o compara a Moisés.

imagem dos eleitores

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A imagem que o público contra Obama criou e disseminou pela internet, é, basicamente, a de um muçulmano, comunista e terrorista.
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A polêmica acerca da religião de Barack vem, principalmente, por causa do sobrenome dele e suas raízes africanas. Após o 11/9, os Estados Unidos passou por um medo absoluto de ataques terroristas. Esse pânico, tão forte que passa a ter aspectos irracionais, fez com que muitos norte-americanos associassem a religião muçulmana ao terrorismo. Somado ao medo a ignorância, muitos cidadãos dos EUA não diferenciam árabes, muçulmanos, africanos, persas e muitos outros membros de etnias/países/religiões distintas.

A associação com o comunismo vem principalmente por causa das propostas liberais do candidato. Uma das mais polêmicas é a de diminuição na taxa de impostos para as famílias mais pobres. O americano da classe média* vê essa medida como uma maneira de sobretaxar "quem trabalha" para, assim, dar dinheiro para quem "não se esforça". Essa idéia, somada ao pouco conhecimento que se tem acerca da ideologia comunista, resulta na crença de que Obama é comunista -outro medo norte-americano desde antes do macarthismo.

Assim, uma busca por Obama na internet resulta em, junto com imagens do futuro presidente como super-herói, uma série de montagens e charges relacionando o candidato a tudo que o norte-americano em pânico teme.




[1] trad. livre: "despreparado"

[2] trad. livre: "pronto para liderar".

* É importante lembrar que esses são modelos de estudo, são como generalizações, e não se pretende afirmar que todo norte-americano, republicano, democrata etc. pensa da maneira estereotipada.

John Sidney McCain

A jornada do herói

 
A biografia divulgada de um candidato à presidência de um país em busca de heróis pode ser analisada seguindo o esquema criado por V. Propp para se identificar os elementos narrativos básicos de uma história.

John Sidney McCain III nasceu em uma zona militar norte-americana na região do Canal do Panamá, em 1936. Sua família é originalmente do Arizona e seu pai e avô paterno são oficiais de alta patente da Marinha dos EUA. Por causa da profissão de seu pai, McCain e os irmãos se mudavam muito e estudaram em mais de 20 escolas.

Em 1951, os McCain se instalaram em Northern Virginia e John estudou no Colégio Episcopal, um internato privado em Alexandria. Ele se destacou em luta e se formou em 1954. A seguir, influenciado pela carreira do pai e do avô, John McCain se alista na academia naval, onde teve conflitos com oficiais superiores, problemas disciplinares e um ranking baixo na classificação de sua sala. Nas aulas, McCain ia bem em matérias que gostava, como História e Literatura, mas estudava apenas para passar naquelas que tinha dificuldade, como Matemática.

Na carreira militar, McCain se tornou um aviador naval conhecido por ser um bom piloto, mas imprudente e muitas vezes irresponsável.

Em 1965, ele se casa com a modelo Carol Shepp. Os casal adotou dois filhos, Douglas e Andrew, e tiveram uma menina, Sidney.

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O senador McCain

Em 1967, McCain requisitou uma missão de combate e foi designado piloto no USS Forrestal, em campanha de bombardeamento no Vietnã. No mesmo ano, o piloto de 30 anos escapou do seu jato em chamas enquanto o Forrestal pegava fogo. Ele tentava ajudar outro piloto a fugir, quando uma bomba explodiu. McCain foi atingido por fragmentos nas pernas e no peito. O incêndio do Forrestal matou 134 marinheiros e demorou 24 horas para ser controlado. Com a destruição do cargueiro ao qual ele foi designado, McCain se voluntariou para pilotar no USS Oriskany, também em missão no Vietnã.

Em 1967, o jato de McCain foi derrubado sobre Hanoi e ele viveu uma longa e difícil experiência como prisioneiro de guerra. Seus cinco anos retido no Vietnã, a tortura pela qual passou e suas atitudes como prisioneiro tiveram forte repercurssão tanto em sua vida pessoal quanto profissional.

No total, McCain foi prisioneiro por cinco anos e meio. Ele foi liberado em março de 1973. Seus ferimentos da guerra o deixaram com uma incapacidade permanence de levantar ambos os braços acima da linha da cabeça.

Ao retornar aos Estados Unidos, McCain descobre que sua mulher havia passado por sua própria experiência traumática e fisicamente debilitante: um acidente de carro em 1969. Ao reencontrar a esposa, McCain a encontrou dez centimetros mais baixa, em cadeira de rodas ou andando com auxílio de muletas e consideravelmente mais pesada.

Os McCain frequentavam eventos e o status de ex-prisioneiro de guerra de John lhe rendeu muita publicidade. O casamento de ambos, porém, se deteriorou e o militar passou a ter casos com outras mulheres. Quando John conheceu a professora de 25 anos Cindy Lou Hensley (herdeira da Hensley & Co.), o casal se divorciou. Um ano depois, McCain e Cindy se casaram com um acordo pré-nupcial que protege os bens da família dela (até hoje o casal vive em regime de separação de bens). John e Carol Shepp permanecem em bons termos e ela sempre se recusou a fazer críticas públicas ao ex-marido. Ambos culpam a imaturidade de McCain pelo fim do casamento.

Em 1981, McCain se aposentou do exército, levando consigo 17 medalhas e uma pensão vitalícia por desabilidade. O ex-militar, então, decidiu seguir carreira política e, em 1987, foi eleito senador pelo Arizona, como membro do partido republicano. O senador se associou aos comitês de serviços armados, comércio e questões indígenas. Também foi selecionado membro do comitê seletivo de assuntos dos prisioneiros de guerra/sumidos em ação.

Em 2000, McCain anunciou sua pré-candidatura para presidência dos Estados Unidos. O candidato republicano, e vencedor da eleição, porém, foi o governador do Texas, George W. Bush. Durante a campanha de reeleição de Bush, McCain foi um forte apoiador do presidente. Em 2008, o senador apresentou sua candidatura novamente e se tornou candidato do partido republicano contra o democrata Barack Obama . Sua campanha recebeu bastante financiamento, mas McCain encontrou dificuldades em obter apoio da mídia e de artistas.

Ele e sua candidata a vice, Sarah Palin, foram derrotados no dia 4 de novembro. Em seu discurso de concessão, McCain exaltou a importância daquela eleição, uma eleição histórica, com a primeira vitória de um candidato afro-americano, e disse: "Senator Obama has achieved a great thing for himself and for his country. I applaud him for it."[1]".




[1] trad. livre:"Senador Obama alcançou um grande feito para ele e para seu país. Eu o aplaudo por isso."

Prolife

A favor de McCain


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imagem eleitoral

A campanha de McCain desde o começo encontrou um grande problema: se eleito, John McCain seria o presidente mais velho a tomar posse. Assim, as propagandas buscavam exaltar a experiência do ex-militar, e colocá-lo como único apto a liderar o país nessa época de crise.

Ao mesmo tempo em que se exaltava a idade do candidato, a escolha da candidata à vice-presidente também ajudou nesse sentido. Sarah Palin é jovem, bonita e extrovertida. A escolha da governadora do Alasca, embora contrarie alguns mais conservadores, serviu para equilibrar a imagem militar e séria de McCain.

Os anos que McCain viveu no exército, sua experiência na guerra e, principalmente, seu período cativo foram largamente explorados na campanha. A estratégia é, além de aproveitar o patriotismo inerente à sociedade norte-americana, criar a idéia de que não há ninguém melhor para combater a crise econômica, o terrorismo e todos os problemas que os EUA estão enfrentando do que o homem que, anos atrás, combateu o comunismo e os vietnamitas.

Não só o período como militar, mas a fama e o nome de seus familiares também foram usados pelo candidato. No site de sua campanha, pode-se ler em sua biografia:

Cquote1.png As the son and grandson of distinguished Navy admirals, John McCain deeply values duty, honor and service of country. . Cquote2.png [1]

pequena biografia de John McCain, no site da campanha

A lembrança da família famosa também está implícita no slogan da campanha: "ready from day one". McCain está pronto para liderar desdo berço, seus familiares e os valores incutidos por eles o prepararam. Também é possível pressupor, do slogan, que enquanto McCain está pronto, Barack Obama não está.

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Enquanto busca associar-se ao seu passado glorioso, a campanha de McCain faz algo que raramente se vê em eleições: busca afastar-se da imagem de seu antecessor também republicano. Com os altos índices de desaprovação do governo Bush, o atual presidente aparece pouco ao lado de seu candidato e não faz muitas declarações públicas acerca das eleições. A imagem tem um forte poder e a simples visão de Bush ao lado de McCain poderia fazer o possível eleitor associar as políticas de ambos e esperar os mesmos acontecimentos no mandato do sucessor.

imagem dos eleitores

Os eleitores de McCain se auto-intitulam "pro-life" em resposta às declarações de Obama acerca do aborto. O candidato democrata coloca-se contra a criminalização da prática o que, para os conservadores que votam em McCain é inaceitável. Considerando o aborto um assassinato do bebê e, assim, considerando Obama um assassino, esses eleitores se colocam "a favor da vida", votam por McCain.

O eleitorado de McCain também o vê como capaz de lidar com crises, principalmente devido à sua experiência militar. Acima disso, talvez, aquele que vota em McCain não quer de maneira alguma que Barack Obama seja eleito. O perfil típico desse eleitor é o branco da classe média, cristão, conservador e anti-muçulmano. Para ele, Obama representa todos seus temores, enquanto McCain seria a única alternativa.




[1] trad. livre: "Como filho e neto de pessoas admiráveis do Exército, John McCain valoriza intensamente os valores do dever, honra e direito à patria."

Prochange

Contra McCain


imagem eleitoral

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A campanha de Barack Obama foi bem menos agressiva que a de seu adversário (ou seja, não chegou a compará-lo com celebridades da música ou figuras bíblicas), mas algumas estratégias foram tomadas para se diminuir a intenção de voto por McCain. Em uma de suas propagandas, Obama mostra as medidas que o ex-militar defende e não são muito populares como, por exemplo, corte de taxas para grandes corporações.

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Além disso, enquanto os acessores de McCain lutam para desassociar o candidato do atual presidente, os de Obama fazem o contrário divulgando imagens dos dois republicanos, lado a lado, e os

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dizeres abaixo: "we just can´t afford more of the same". [1]

Por fim, o candidato democrata tenta mostrar McCain como uma pessoa desatualizada, que não entende de economia e "não sabe usar um computador". Em uma imagem, aparece John McCain usando óculos grandes, típicos da década de 1980, tenta-se, através dessa metonímia, passar a mensagem, implícita, de que o candidato está inteiramente nessa década, não são só seus óculos.








[1] trad. livre: "Nós simplesmente não podemos nos dar ao luxo de ter mais do mesmo".

imagem dos eleitores

Os eleitores contrários a McCain vêem o senador como um retrocesso ou, no mínimo, uma manutenção da má política de George W. Bush. Além disso, o comportamento agressivo do senador, principalmente nos debates contra Obama, levaram muitos eleitores a vê-lo como nervoso, descontrolado.

Pela relação vista entre McCain e Bush, os eleitores ainda o associam às piores políticas adotadas pelo atual presidente, como o aumento nas taxas e a diminuição de gastos sociais.

Leitura Complementar

Bibliografia

  • MANHANELLI, Carlos Augusto. Estratégias Eleitorais. São Paulo: Summus, 1988.
  • DUBOIS, Philippe. Cinema, vídeo, Godard. São Paulo: Cosac & Naify, 2004.
  • ORTRIWANO, Gisela Swetlana. Televisão e Abertura: Ensaio Geral. São Paulo: Summus,1985.
  • MACHADO, Arlindo. A televisão levada a sério. São Paulo: Senac, 2000.
  • TOCQUEVILLE, Alexis de. A democracia na América. Belo Horizonte: Itatiaia, 1998.
  • PAZZAGLINI FILHO, Marino. Eleições Municipais 2008. São Paulo: Atlas, 2008.

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